Campanha de higiene urbana lança mupis originais e põe contentores a falar com os portuenses
Mupis originais, que apelam para uma atitude correta na deposição dos resíduos, e contentores falantes, que dão literalmente voz a essas indicações, estão a fazer uma nova campanha dos serviços municipais de higiene urbana.

Chamada "O Porto é a Nossa Casa", a campanha visa incentivar à separação correta dos resíduos, à utilização acertada de cada tipo de contentor e à não colocação do saco do lixo em locais inadequados, entre alguns dos comportamentos associados à limpeza do Porto e ao quotidiano de uma cidade agradável de habitar.

A par de cartazes que induzem um certo sentimento de culpa ou vergonha em quem comete infrações, alguns portuenses poderão até já ter sido surpreendidos pelos contentores falantes, ao estilo dos "Apanhados".

A situação é desencadeada se, por acaso, alguém se engana no tipo de contentor em que ia depositar os resíduos, comete alguma infração ou toma uma atitude oposta à ideia de que "O Porto é a Nossa Casa" e, portanto, todos temos de tratá-lo bem. Nesses casos, o contentor "fala" e alerta para o sucedido de uma forma que é, apesar de tudo, descontraída, pois o objetivo não é punir e sim formar pela positiva.

O "segredo" são atores escondidos nas imediações e integrados numa equipa que irá filmar e estabelecer o diálogo com os transeuntes.

Da mesma forma, também os mupis passam essencialmente três mensagens, sob o apelo "Não deite dinheiro ao lixo", num conselho para evitar as multas: depositando os resíduos perto da hora da recolha, separando-os corretamente e não os deixando do lado de fora dos contentores.

Operacionalizada através da empresa municipal Porto Ambiente, a campanha "O Porto é a Nossa Casa" já esteve no Largo dos Lóios, na Rua das Flores e na Praça de D. Filipa de Lencastre, estando previsto ir surpreender quem se abeire de outros locais...