29/03/2022

Em 2021, os portuenses voltaram a colocar a cidade na linha da frente no combate às alterações climáticas, com a taxa de reciclagem a cifrar-se nos 39%, voltando a crescer em relação ao ano anterior (37%) e, uma vez mais, ultrapassando a meta de 31%.


Em linha com o crescimento sustentado dos últimos anos, também o valor médio por pessoa aumentou, ascendendo aos 69 kg/hab.ano, números acima da meta (60kg/hab.ano), que demonstram que as preocupações dos munícipes do Porto com a sustentabilidade são cada vez mais vincadas.


Em termos de indicadores relevantes, destaque para a quebra expressiva nos indiferenciados, menos duas mil toneladas, seguindo a tendência dos anos anteriores. Valores que atestam que esta é, cada vez mais, a última opção dos munícipes que, mais conscientes, valorizam os resíduos produzidos, através do seu correto encaminhamento.


Esta quebra nos indiferenciados não pode ser dissociada do trabalho pioneiro da Porto Ambiente na recolha seletiva de resíduos orgânicos, área que tem vindo paulatinamente a crescer e que, só no ano anterior, permitiu recolher 23% dos resíduos produzidos. 2021 foi, recorde-se, o ano de implementação do projeto Orgânico, que conta já com mais de 26 500 famílias, recolhe atualmente mais de 100 toneladas/ mês e que irá expandir-se ao longo de 2022, estando previsto o seu alargamento a praticamente toda a cidade até ao final de 2023.


A aposta na sensibilização e informação das populações, a par do reforço de oferta no campo da deposição, com a eliminação de pontos de deposição apenas para esta fração, são os vetores estratégicos da ação da Porto Ambiente que explicam, em larga medida, estes indicadores e colocam o Porto no restrito núcleo de cidades “Aterro 0”, enviando apenas 0,22% do total de resíduos produzidos para este destino.


Todos estes números traduzem não só o compromisso da Porto Ambiente com as melhores práticas, como uma resposta positiva dos portuenses que, são hoje, mais conscientes, mais ambientalmente responsáveis permitindo, em conjunto e só no último ano, evitar a emissão de cerca de 16 694 toneladas de CO2 equivalente para a atmosfera através dos resíduos recolhidos seletivamente.


Regulador distingue acessibilidade económica e do serviço da Porto Ambiente


Este esforço do munícipe tem correspondência na oferta de equipamentos da Porto Ambiente por toda a cidade, tornando a deposição de resíduos de acesso fácil e universal. Assim, os portuenses têm, hoje, ao seu dispor mais 20% de ecopontos (quase 1200), face a 2017, ano do arranque de atividade da empresa.

A facilidade de deposição, em termos de localização de equipamentos, a par da acessibilidade económica colocam a Porto Ambiente nos lugares cimeiros a nível nacional nestes indicadores, de acordo com a Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) no seu relatório de 2021.


No que diz respeito à acessibilidade do serviço, indicador que verifica o nível de adequação do serviço ao utilizador em termos de proximidade aos equipamentos de deposição, a Porto Ambiente ocupa a segunda posição no conjunto dos municípios da área metropolitana do Porto, com 98%.


No capítulo da acessibilidade económica do serviço, referente à avaliação dos encargos das famílias com o serviço de gestão de resíduos urbanos, tendo por base o peso do encargo anual desta despesa no rendimento médio disponível por agregado familiar, a Porto Ambiente apresenta, de acordo com dados da ERSAR, a taxa mais barata do universo Lipor.


Recorde-se que, em linha com esses elementos e, reconhecendo a qualidade dos serviços prestados ao consumidor pela Porto Ambiente, a empresa recebeu a distinção da ERSAR com o Prémio de Excelência do Serviço de Gestão de Resíduos Urbanos, em 2021.


A conjugação destes fatores reveste-se ainda de maior importância considerando que, fruto da sustentabilidade do modelo de gestão económico-financeiro da Porto Ambiente, a empresa municipal tem capacidade de gerar meios próprios que lhe permitem total cobertura dos encargos que decorrem do desenvolvimento da sua atividade, sendo líder no Grande Porto.