21/04/2021

O Município do Porto e a Lipor vão começar a recolher resíduos urbanos perigosos que, até aqui, não eram aceites nos ecocentros como restos de tintas e solventes, CD’s e DVD’s, e rolhas de cortiça. O novo contentor móvel está disponível nos ecocentros das Antas e da Prelada.


Em linha com as políticas de sustentabilidade ambiental do Município, a Porto Ambiente vai agora poder garantir o tratamento de mais estas quatro tipologias de resíduos urbanos produzidos na cidade.


O ecocentro móvel, adquirido no âmbito do programa POSEUR, permite rececionar também lâmpadas (tubulares e normais), tinteiros/toners, pilhas e acumuladores portáteis, assim como os denominados Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos (REEE) como sejam ferros de engomar, facas elétricas, máquinas de barbear elétricas, balanças, aparelhos de cortar o cabelo e outros aparelhos para o cuidado do corpo, relógios, calculadoras, detetores de fumo, termostatos, ferramentas elétricas de pequenas dimensões, aparelhos de rádio e câmaras de vídeo.


“A dinâmica deste projeto consiste na permanência, durante um determinado período de tempo, do equipamento em diferentes zonas, permitindo, dessa forma, abranger o máximo de população”, refere a Lipor, como o objetivo de “recolher resíduos domésticos perigosos e outros valorizáveis”.


O contentor possui, ainda, o sistema ColorAdd, de identificação de cores para daltónicos, bem como toda a sinalética apropriada à correta identificação e deposição dos resíduos.


Recorde-se que, em 2020, a Lipor recebeu mais de 60 mil toneladas de materiais para reciclagem, 40 mil toneladas de biorresíduos recolhidos seletivamente e comprovou um decréscimo na produção global de lixo.


Depois da instalação de cerca de 500 contentores de proximidade para a recolha de resíduos orgânicos, e de comprovar um aumento em 50% dos níveis de reciclagem entre 2016 e 2019, o Município do Porto dá mais um passo rumo ao objetivo da sustentabilidade ambiental.