11/02/2026

A Escola Básica da Vilarinha serve de exemplo àquilo que de melhor se tem feito no seio do programa municipal "Mais Hortas", renovando, esta terça-feira, nas próprias instalações, o protocolo com a autarquia. Mais seis instituições de ensino seguiram o mesmo caminho e integraram a iniciativa, com a vice-presidente da Câmara do Porto, Catarina Araújo, a salientar que a existência destes espaços nas escolas permite que os alunos tenham acesso a "salas de aula a céu aberto", onde podem aprender "matemática, geografia ou línguas".

 

"As crianças da Escola da Vilarinha são o melhor testemunho daquilo que este programa representa", notou a também vereadora do Ambiente e Sustentabilidade, que representou o Município na assinatura dos novos protocolos de adesão à iniciativa municipal "Mais Hortas".

 

Além desta instituição de ensino, também as escolas básicas da Alegria, S. Tomé e Correios, o Agrupamento de Escolas Fontes Pereira de Melo, a Escola de Hotelaria e Turismo do Porto e o Centro de Cultura do Instituto Politécnico do Porto passaram a integrar este projeto, que pretende impulsionar a valorização dos espaços escolares e a aprendizagem ativa, promovendo a biodiversidade, a produção agrícola sustentável e a alimentação saudável.

 

"Assim, podem perceber de onde é que surgem os alimentos e ter salas de aula a céu aberto"

 

"Este programa é extraordinário porque nos permite criar espaços que escasseiam na cidade e que queremos que existam, sobretudo nas escolas, permitindo que as crianças, professores e encarregados de educação trabalhem a terra. Assim, podem perceber de onde é que surgem os alimentos e ter salas de aula a céu aberto", destacou Catarina Araújo.

 

Esta é também uma forma, reiterou a autarca portuense, de as crianças "aprenderem matemática, geografia ou línguas e, ao mesmo tempo, aprenderem, sobre alimentação saudável e sustentabilidade. Trata-se um projeto extremamente feliz".

 

Catarina Araújo conversou com os "agricultores de palmo e meio" sobre as rotinas e os segredos para uma horta saudável, trazendo para casa um cesto de legumes diretamente colhidos do espaço tratado pelos alunos. "Hoje, vou fazer a melhor sopa da minha vida", agradeceu a autarca.

 

10022026ANDREROLO09.jpg

 

Na semana passada, a vereadora do Ambiente e Sustentabilidade já tinha estado presente na assinatura do contrato que permitiu ao Serviço de Psiquiatria da Unidade Local de Saúde de S. João integrar esta iniciativa.

 

No âmbito deste programa municipal, foram já apoiadas 14 escolas, envolvendo cerca de dois mil alunos, 130 professores, meia centena de auxiliares de ação educativa e 200 encarregados de educação no cultivo de 300 metros quadrados de terreno.

 

Através deste protocolo, o Município apoia as entidades na orientação técnica para a criação e desenvolvimento de hortas, na preparação inicial do terreno e na eventual cedência de solo e biocomposto, bem como na formação em agricultura biológica e compostagem caseira direcionada para os responsáveis pela dinamização e manutenção das novas hortas.

 

O "Mais Hortas" contempla uma forte vertente educativa, que inclui três sessões pedagógicas por ano letivo, a que se somam ações complementares sobre gestão da água e biorresíduos.

Galeria
Item 1 de 9