A Porto Ambiente esteve em Córdoba, no final de setembro, na primeira reunião presencial do DICORE (Dimensionamento Inteligente da Coleta de Resíduos), um projeto europeu que pretende ajudar os municípios a decidir melhor onde colocar os contentores de resíduos e com que regularidade devem ser recolhidos.
A reunião foi organizada pela Sadeco, a empresa municipal de limpeza urbana de Córdoba, que coordena o projeto. Durante dois dias, as equipas técnicas dos vários parceiros partilharam informação e ideias sobre os dados e as realidades que consideram relevantes para a construção do algoritmo em que assentará a primeira versão da ferramenta, a desenvolver pela Universidade de Salamanca.
Mais informação para decidir melhor
Hoje, a escolha do local de um contentor assenta sobretudo no conhecimento de quem trabalha no terreno. O DICORE quer juntar a esse conhecimento dados concretos sobre cada zona, como o número de habitantes, o comércio existente, o tipo de construção ou a quantidade de resíduos produzida.
O resultado pretendido é uma plataforma de acesso aberto destinada aos serviços municipais de gestão de resíduos, com benefícios diretos para quem vive, trabalha e circula na cidade.
Realidades diferentes, a mesma ferramenta
Os parceiros foram escolhidos precisamente por serem diferentes entre si. Além de Córdoba e do Porto, faz parte do consórcio a Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, que reúne 19 municípios, muitos deles com poucos milhares de habitantes. A Universidade de Salamanca assegura a componente científica, e a ANEPMA, associação que reúne 54 empresas públicas de ambiente espanholas, vai dar a conhecer os resultados em Espanha.
Na Porto Ambiente, a equipa vai coordenar os testes-piloto do projeto, trazendo a experiência de gestão de resíduos de uma cidade com cerca de 232 mil habitantes, que todos os dias recebe perto de 170 mil pessoas que cá trabalham, estudam ou visitam.
“Conhecemos bem as ruas do Porto, mas ter dados que confirmem ou contrariem as nossas perceções vai tornar o nosso trabalho mais eficiente e mais adequado às necessidades de quem cá vive”, afirma Sofia Pimenta, administradora executiva da Porto Ambiente.
O DICORE tem um custo total de 616.226,08 euros e decorre até junho de 2028.
Cofinanciado pela União Europeia através do Programa Interreg VI-A Espanha-Portugal (POCTEP) 2021-2027.